Pacto de Sangue

Capítulo 1
O ataque a caravana

Esta é uma bela história, porém triste, como todas as histórias de Rul. Mesmo assim, ela pode animar seus corações. Ela começa com um grupo de pessoas que foram contratadas para levar uma mercadoria até o assentamento de Descanso do Arqueiro, que fica localizado nas terras selvagens da Extensão do Norte em Rul. Dizem que aquelas terras foram há muito tempo esquecidas pelos deuses. 

Tudo começou quando um grupo de pessoas foi contratada por uma organização conhecida como Irmandade das Sombras para transportar uma pequena caixa até o assentamento do Descanso do Arqueiro. Esse grupo era formado por Deusson, um Orc eunuco e horrendo que devota sua vida como Sacerdote do Novo Deus, AK-47, um Autômato de aparência deformada que atua como contrabandista procurado em diversas cidades de Rul, e Trundle, um Orc que trabalha como comerciante mas tem uma vida secreta como Cultista do Demon Lord e havia sido escolhido para supervisionar esta missão.

A missão de chegar até o assentamento exigia passar por dentro da Velha Mata, um local conhecido pela sua hostilidade. A organização pagou uma caravana para transportar o grupo em seguranção por dentro da Velha Mata. Eles foram na caravana junto com alguns civis e estava tudo bem, até que a caranava sofreu um ataque de bandidos sem receio de demonstrar sua crueldade. Deusson, Ak-47 e Trundle rapidamente fugiram para dentro da floresta, mas Deusson foi em uma direção diferente enquanto a caixa permaneceu na mochila de AK-47. A floresta era muito densa e pouco iluminada, sendo coberta pela folhagem das árvores. Eles correram até o momento que perceberam que estavam seguros.

- Nós precisamos sair daqui o mais rápido possível. – disse o Autômato com sua voz seca e com ruídos - Se não saírmos desse local, seremos atacados novamente.

Em seguida, AK-47 arrancou ums lasca de metal do próprio corpo, pegou uma parte da roupa e tentou utilizar eletricidade estática. Ele pegou uma folha que estava pelo chão e colocou em cima de uma poça d'água e a lasca de metal em cima. Mas por algum motivo sua ideia não funcionou.

- Não estou conseguindo fazer isso aqui do jeito como eu queria. Nós precisamos de uma direção. – disse Ak-47 após sua frustração - Nós precisamos subir até uma árvore para ver a posição do sol.

- Eu vou tentar subir aquela árvore.

Trundle tentou subir a árvore, desmotrando sua força e anos de treinamento militar, mas acabou segurando com mal jeito em um galho que acabou quebrando, levando-o ao chão. Então Ak-47 pegou sua adaga e a utilizou para se apoiar enquanto tentava subir na árvore. No meio do percurso, a adaga acabou desprendendo e AK-47 caiu no chão.

- Você tem um machado? – perguntou Trundle.

- Eu tenho.

- Então por que não derrubamos uma árvore?

- Mas a ideia é ir para cima de uma árvore.

- Sim, mas se derrubar uma árvore, as folhas que estão atrapalhando o sol irão sair.

- Isso vai acabar denunciando a nossa posição para todo mundo que está dentro da floresta.

Então AK-47 se limpou da sujeira e tentou subir novamente a árvore com sua adaga e conseguiu subir até a parte superior da árvore. Quando chegou em cima da árvore, ele viu o sol no topo do céu, fumaça ao sudeste e uma construção ao oeste.

- Será que consigo ir por cima das árvores? – pensou AK-47 – Não parece ser firme o suficiente.

Depois dessa análise, AK-47 desceu da árvore e foi comunicar ao Trundle o que havia visto. Eles entraram em consenso que precisam ir em direção da construção e seguiram viagem.

O novo companheiro

Enquanto caminhavam pela floresta, eles ouviram sons de passos indo na direção deles. Quando perceberam a aproximação, AK-47 e Trundle se esconderam entre as árvores e esperaram apreensivos. Logo avistaram quem se aproximava, que nada mais era que Deusson.

- Parece que nos encontramos novamente - disse Deusson ao encontrá-los - Algum de vocês está com a caixa que precisamos entregar?

- Ele está com a caixa! – disse o jovem Trundle

- Tão jovem e tão tolo – pensou AK-47 enquanto olhava para o Trundle com um olhar de desaprovação.

- Nós temos um objetivo em comum, então devemos permanecer juntos

Os três se uniram para atravessar a Velha Mata e tentar vencer seus perigos. Foram juntos desbravar a invencível Velha Mata, onde muitos haviam deixado escapar a vida pelas mãos de feras e inimigos assustadores.

Aranhas giganes famintas

Enquanto estavam caminhando, eles sentiram teias pelo caminho. Quando menos esperavam, duas aranhas pularam de dentro da floresta em direção deles. Durante esse combate, AK-47 tentou subir em uma árvore para escapar das aranhas enquanto Trundle foi seriamente ferido e envenenado, elas atravessaram seu peitoral com suas presas. Vendo o estado crítico que Trundle se encontrava, Deusson deu um soco para afastar a aranha que atacava o jovem orc e utilizou se seus poderes de sacerdores para curá-lo. Movido por uma fúria descomunal, Ak-47 pulou do alto da árvore e investiou contra uma das aranhas que estava próxima do sacerdote, fazendo-a cair no chão. Os dois guerreiros uniram suas forças e despedaçaram as aranhas com suas armas.

- Precisamos prosseguir antes do anoitecer.

Após uma batalha cansativa, eles prosseguiram a viagem.

Os bandidos perdidos

Durante a viagem, eles ouviram sons de passos de a proximando e rapidamente se escoltaram atrás das árvores. Eles avistaram quatro bandidos caminhando pela floresta.

- Vamos atacá-los – disse o jovem orc.

- Nós devemos esperá-los passar pois estão em maior quantidade – disse o sábio autômato.

- Você é muito fanfarrão jovem guerreiro – afirmou o sacerdote.

Então eles esperaram até que os bandidos atravessaram o caminho.

A antiga torre em ruínas

Enquanto caminhavam pela floresta, o autômato percebeu que estavam se aproximando da construção que havia avistado, era uma antiga torre que media 20 metros de largura e 15 metros de altura, sendo que sua parte superior foi destruída e suas ruinas estavam espalhadas pelo local. 

- Já está anoitecendo – observou o sacerdote.

- Nós podemos nos abrigar nessa construção – concluiu o autômato – vamos encontrar uma entrada.

Eles entraram furtivamente na antiga torre e perceberam que estava vazia. Cada um buscou um canto para descansar até o passar da noite. Mas no meio da noite, o autômato, enquanto estava acordado vigiando o local, avistou um vento surgindo do chão e se dissipando. Os outros dois logo acordaram quando perceberam que havia algo de errado. Aquele vento foi o prelúdio de formas fantasmagólicas que apareceram diante deles e começaram a dançar.

- Olhem, fantasmas! – gritou surpreso o jovem orc.

- Caramba, é mesmo! e agora? – disse o sacerdote.

- Se acalmem meus camaradas  o autômato tentou os tranquilizar  esses são vultos de muito sangue derramado nesse local. Alguém entre vocês tem uma vela?

- Eu tenho – disse Trundle oferecendo uma de suas velas negras ritualísticas.

- O que esse cara está querendo? – pensou o sacerdote

Ajoelhando-se diante daquelas formas, o autômato acendeu a vela negra e começou a resar.

- Que vocês descansem em paz almas penadas. Eu quero que se revelem diante de mim!

Quando terminou de resar, as formas fantasmagólicas desapareceram e diante deles apareceu uma Assombração.

- Quem é que ousa me invocar? Vocês ousam me invocar!

- Eu te chamei, gostaria de saber se você poderia nos ajudar – perguntou o autômato - nós poderemos te ajudar, vamos negociar?

- Eu não quero saber!

- Eu sabia que algo que ruim iria acontecer – disse o sacerdote

Então eles começaram a resar cada um para o seu deus enquanto a assombranção, consumida por sua angústia, simplesmente desapareceu. Depois desse alívio, eles foram descansar dentro da antiga torre.

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Capítulo 2
O banquete fungi
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